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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

David Wilkerson - Um Chamado Para a Angústia



Uma verdade que poucos reconhecem.Agradeço a Deus por ser um dos poucos e assim como esse pregador compartilho dessa mesma visão.Que mais pessoas possam se juntar a nós enxergando quão tamanha apostasia estamos presenciando.

Pr. Iranildo Medeiros
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Resoluções De Jonathan Edwards - 1703 a 1758





Como era comum aos jovens da sua época, Jonathan Edwards escreveu uma lista de resoluções, comprometendo-se a viver uma vida TEOCÊNTRICA em harmonia com os outros. Esta lista, resumida neste artigo, foi escrita provavelmente no ano de 1722 e foi crescendo ao longo dos anos, quando novas resoluções eram acrescentadas. A lista tem um total de 70 resoluções. Os trechos resumidos abaixo dão o exemplo da seriedade e firmeza com as quais Jonathan Edwards encarava a vida.
Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus; humildemente Lhe rogo que, através de sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da sua vontade, em nome de Jesus Cristo.
RESOLVI que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante toda a minha vida.
RESOLVI que farei tudo o que sentir ser o meu dever e que traga benefícios para a humanidade em geral, não importando quantas ou quão grandes sejam as dificuldades que venha a enfrentar.
RESOLVI jamais desperdiçar um só momento do meu tempo; pelo contrário, sempre buscarei formas de torná-lo o mais proveitoso possível.
RESOLVI jamais fazer alguma coisa que eu não faria, se soubesse que estava vivendo a última hora da minha vida.
RESOLVI jamais cansar de procurar pessoas que precisem do meu apoio e da minha caridade.
RESOLVI jamais fazer alguma coisa por vingança.
RESOLVI manter vigilância constante sobre a minha alimentação e aquilo que bebo, para ser sempre comedido.
RESOLVI jamais fazer alguma coisa que, se visse outra pessoa fazendo, achasse motivo justo para repreendê-la ou menosprezá-la.
RESOLVI estudar as Escrituras tão firme, constante e freqüentemente, que possa perceber com clareza que estou crescendo continuamente no conhecimento da Palavra.
RESOLVI esforçar-me ao máximo para que a cada semana eu cresça na vida espiritual e no exercício da graça, além do nível em que estava na semana anterior.
RESOLVI que me perguntarei ao final de cada dia, semana, mês, ano, como e onde eu poderia ter agido melhor.
RESOLVI renovar freqüentemente a dedicação da minha vida a Deus que foi feita no meu batismo e que eu refaço solenemente neste dia.
RESOLVI, a partir deste momento e até à minha morte, jamais agir como se a minha vida me pertencesse, mas como sendo total e inteiramente de Deus.
RESOLVI que agirei da maneira que, suponho, eu mesmo julgarei ter sido a melhor e a mais prudente, quando estiver na vida futura.
RESOLVI jamais relaxar ou desistir, de qualquer maneira, na minha luta contra as minhas próprias fraquezas e corrupções, mesmo quando eu não veja sucesso nas minhas tentativas.
RESOLVI sempre refletir e me perguntar, depois da adversidade e das aflições, no que fui aperfeiçoado ou melhorado através das dificuldades; que benefícios me vieram através delas e o que poderia ter acontecido comigo, caso tivesse agido de outra maneira.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Falsa humildade e negação do Evangelho por Vincent Cheung

A graça nos salva, mas nos deixa inalterados, ou somos mudados pela graça que nos salva?
D. A. Carson diz: “Os cristãos jamais têm o direito de dizer ‘Sou mais inteligente do que você’, pois lá no fundo sabem que jamais podem ser mais do que tolos a quem se tem demonstrado perdão e graça” (The God Who Is There, p. 93).

Mas a Bíblia diz: “Assim, eu lhes digo, e no Senhor insisto, que não vivam mais como os gentios, que vivem na inutilidade dos seus pensamentos. Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento do seu coração. Tendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram à depravação, cometendo com avidez toda espécie de impureza. Todavia, não foi isso que vocês aprenderam de Cristo. De fato, vocês ouviram falar dele, e nele foram ensinados de acordo com a verdade que está em Jesus. Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Ef 4.17-24).
Não preciso ir lá “no fundo” para reconhecer que sem Cristo eu seria um tolo assim como qualquer não cristão. Mas não estou sem Cristo. Ele não me salvou para então deixar-me como tolo; ao contrário, por seu ato salvífico ele me fez mais sábio. Ele me deu conhecimento e uma mente que crê para entender a verdade. Não tenho o direito de dizer “Eu era mais inteligente do que você” a um não cristão, mas da mesma forma não tenho o direito de dizer “Ainda não sou mais inteligente do que você”. Antes, devo dizer “Agora sou infinitamente superior a você em sabedoria, pois a revelação de Deus é infinitamente superior a qualquer coisa que um não cristão possa crer. Mas Deus me fez assim como uma dádiva, uma dádiva que ele concede a todos aqueles a quem ele escolheu”.
D. A. Carson diz: “Nunca somos mais do que pobres pedintes dizendo a outros pobres pedintes onde há pão” (The God Who Is There, p.93).
Se isso é verdade, Cristo não fez nada por nós. Mas a Bíblia diz: “Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos” (2 Co 8.9).
O filho pródigo era pobre quando dividiu um lugar entre os porcos, mas dizer que ele permaneceu pobre após ter voltado para casa seria uma bofetada no rosto do pai. Ao invés disso, um cristão diz: “Eu era muito pobre, mas Jesus Cristo me fez rico. Não me tornei assim por causa de minha sabedoria ou força, mas somente por causa da bondade dele. Mas permanece o fato que agora sou rico”.
Certamente se os cristãos são superiores aos não cristãos, é por causa da graça de Deus por meio do evangelho de Jesus Cristo. Mas a graça e o efeito do evangelho realmente mudam aqueles que creem, de modo que não pode ser dito para sempre que o poder deles é diferente e externo. Uma graça que não é internalizada é uma graça desdenhada. Um evangelho que não é personalizado é um evangelho negado. Um cristão que não foi feito mais sábio e santo que um não cristão é um não cristão. Uma humildade que nega isso é uma humildade ingrata e indolente.
Vocês, pregadores e teólogos, que sua falsa humildade queime no inferno junto com o orgulho do diabo. Parem de envenenar as ovelhas de Cristo. Ensinem uma humildade que honre a obra de Cristo.
Traduzido por Marcelo Herberts
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O lado Verdadeiro do Evangelho




Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. Mt 5 : 10 – 12.

Pr. Iranildo Medeiros
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Igrejas Usando Meios Carnais Para Atrair Pessoas Carnais - Paul Washer

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Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 12a


9. Domingo 3ª Ministração – O Batismo no Espírito Santo

Fazendo a leitura da apostila, no concerne à ministração “O Batismo no Espírito Santo”, observei que o autor se apoiou, com amplo fundamento, nas Escrituras Sagradas. Também pude observar, nas ministrações que são veiculadas no Encontro, que o fundamento bíblico é extremamente consistente.

Quando chego a essa conclusão, muitos podem até perguntar: então, porque tratar do assunto? A resposta é simples! O problema não está no momento da palestra, em si, mas sim no que acontece após a palestra. O problema reside na hora da oração.

Para compreendermos tudo isso, iniciarei com o meu testemunho pessoal, de quando participei do Encontro como seminarista e, em seguida, trataremos do que comumente acontece nos Encontros promovidos por minha igreja.

Testemunho Pessoal: A Unção do Riso e o Cair no Espírito

Recordo-me que durante todo o Encontro em que participei como seminarista, o tempo todo, os palestrantes falavam que nós ainda não havíamos recebido tudo. Quando, por exemplo, saímos da ministração “Indo à Cruz”, eles diziam que a gente ainda não tinha experimentado nem 50% do “mover” que Deus tinha preparado para nós.

No domingo pela manhã, após a ministração “A Nova Vida em Cristo”, deu-se início à ministração “O Batismo no Espírito Santo”. A palestra, em si, não trouxe nenhum equívoco doutrinário. O palestrante nos trouxe todos os requisitos bíblicos para o recebimento do Espírito. Também nos trouxe a explicação acerca da promessa do derramamento do Espírito Santo (Jl 2.28-31; At 2.14-21). Houve também uma explicação bem didática sobre o que é falar em línguas e, segundo o palestrante, como é fácil falar em línguas estranhas.

Até então, tudo corria de acordo com a Palavra. Entretanto, ao final da palestra, o ministrante pediu que todos ficassem de pé e que fossem retiradas as cadeiras. Logo em seguida, ele pediu para aqueles que não eram batizados no o Espírito Santo ficassem de um lado, e os demais do outro. Também, seguindo a instrução da apostila do Encontro, começou a tocar uma música que tem por finalidade criar um clima todo específico para o momento. Ressalto, outrossim, que, orientando a todos os seminaristas, nos pediu que orássemos buscando o revestimento de poder.

Não demorou e o tal “mover” começou a acontecer. A equipe de trabalho ficava circulando em meio aos seminaristas e orava impondo as mãos na cabeça dos mesmos. Tal equipe não descansava enquanto o seminarista não caísse no chão. Já recebi alguns testemunhos de pessoas que resolveram cair no chão para finalizar, o mais rápido possível, o ritual de oração, uma vez que a pessoa que orava ficava gritando no seu ouvido e sacudindo a sua cabeça. Alguns caíam no chão rodopiando, girando de um lado para o outro. Outros gritavam intensamente. Outros, tão somente, ficavam inertes na posição que caíram. O importante, segundo o que se podia observar, era que o “mover” derrubasse todo mundo.

Dando seguimento ao momento do “mover”, o pastor que estava à frente da palestra, simplesmente chamou um dos participantes do Encontro e disse aos seminaristas que, naquele momento, iria ministrar um mover diferente. Em seguida olhou para a face daquele participante e começou a rir freneticamente. Os dois começaram a rir irracionalmente. Segundo esse pastor, aquela era a chamada unção do riso. De repente, quase que misteriosamente, todos que estavam dentro da capela começaram a rir também. Alguns riam que rolavam no chão. Eu, em minha ignorância, participava de tudo e achava “o máximo” aquela nova unção. Ríamos sem parar. Um olhava para a face do outro e começava rir. Essa era a famosa “unção do riso”.

O interessante é que essa tal “unção” ainda continuou por alguns dias em nossa igreja. Também não foi, de forma alguma, debatida a base bíblica para a mesma. Logo, para muitos de nossa igreja, a “unção do riso” era uma das multiformes apresentações do Espírito Santo. O que muitos talvez não saibam é que esse mover foi amplamente propagado por um pastor americano chamado Kenneth Hagin. Junto a Hagin nós temos, como precursor dessa “mania” de “cair cheio do Espírito”, Benny Hinn. Temos alguns vídeos no próprio Youtube que confirmam isso. Entretanto, quem são Kenneth Hagin, Benny Hinn e seus precursores?

Para isso é necessário tratarmos, ainda que superficialmente, da teologia da Fé. Segundo Hank Hanegraaff, no livro entitulado “Cristianismo em Crise”, podemos ler o seguinte:
“Não há como negar que grande parte da teologia da Fé deriva-se diretamente da metafísica. Mas algo da substância, estilo e esquemas próprios do movimento pode ser oriundo dos ensinos e práticas primariamente expressos por certos milagreiros e reavivalistas da fé, após a Segunda Guerra Mundial, que atuaram dentro de círculos pentecostais. No tocante às substâncias, por exemplo, tanto Kenneth Copeland quanto Kenneth Hagin apontam para T. L. Osborn e William Branham como verdadeiros homens de Deus que influenciaram grandemente suas vidas e seus ministérios. Naturalmente, o próprio Osborn seguia consistentemente E. W. Kenyon, em suas práticas de distorção das Escrituras, e Branham Tinha denunciado (entre outras coisas) a doutrina da Trindade como diabólica.
Infelizmente, Hagin e Copeland não estão sozinhos na confirmação dos dizeres de Branham; o proponente da Fé, Benny Hinn, também o aprova de todo o coração. Quando se trata do estilo, porém, Hinn gravita mais na direção dos milagreiros da fé como Aimee Semple McPherson e Kathryn Khulman. A influência dessas mulheres sobre a vida e o ministério de Hinn é tão grande que ele continua visitando seus locais de sepultamento e experimenta “a unção” que, segundo afirma, emana dos ossos delas. Em adição, Hinn tem dado seu endosso ao notório reavivalista A. A. Allen, um publicitário da fé, se é que podemos chamá-lo assim.”
[1]

Entretanto, gostaria de ater-me a apenas três desses “mestres da fé”, para discutirmos todo esse movimento espiritual que tem acontecido no Encontro. São eles: Kenneth Hagin; Kenneth Copeland; e Benny Hinn. Antes de darmos seguimento ao estudo, gostaria de apresentá-los segundo as palavras de Hank Hannegraaff:
Kenneth E. Hagin 
Não somente Hagin jacta-se de alegadas visitas ao céu e ao inferno, mas também conta numerosas experiências fora do corpo. Conta que, estando no meio dum sermão, foi subitamente transportado de volta no tempo, indo parar no assento de trás dum carro onde viu uma jovem da sua igreja cometendo adultério com o motorista. A experiência inteira durou cerca de quinze minutos, após o que Hagin abruptamente se viu de volta à igreja, e exortou seus congregados a orarem.
Virtualmente, todo mestre da Fé importante tem sofrido o impacto do ministério de Hagin, incluindo um de seus pupilos mais importantes, Kenneth Copeland.

Kenneth Copeland 
Copeland deu início ao seu ministério memorizando as mensagens de Hagin. Não demorou muito para aprender o bastante de Hagin e estabelecer seu próprio sistema sectário. Dizer que seus ensinos são heréticos é uma exposição suavizada. Copeland pronuncia ousadamente Deus como o maior fracasso
[2]de todos os tempos, proclamando atrevidamente que “Satanás venceu Jesus na cruz”. Descreveu Cristo no inferno como “um espírito emaciado, exaurido, apequenado e verminoso”.
Mais sobre os ensinos de Copeland e suas conexões ocultas são documentados adiante neste livro, incluindo paralelos entre ele e o fundador do mormonismo, Joseph Smith. A despeito das evidências, Benny Hinn advertiu em tom ameaçador que “aqueles que
atacam Kenneth Copeland estão atacando a própria presença de Deus”.

Benny Hinn 
Benny Hinn é uma das estrelas de mais rápido crescimento no circuito da Fé. De acordo com um artigo na revista Christianity Today, em edição de 5 de outubro de 1992, as vendas de seus livros, no último ano e meio, ultrapassaram as de James Dobson e Charles Swindoll juntos. Ao mesmo tempo em que reivindica estar “sob unção”, Hinn tem proferido algumas das mais inacreditáveis declarações que se possa imaginar, incluindo a reivindicação de que o Espírito Santo lhe revelara que as mulheres haviam sido originalmente constituídas para dar à luz pelo lado de seus corpos.
A despeito de fatos tão absurdos quanto ultrajantes, Hinn tem conseguido obter larga aceitação e proeminência dentro da igreja cristã evangélica. Sua plataforma, na Trinity Broadcasting Network, bem como a promoção favorecida por editores evangélicos que não seguem uma linha doutrinária ortodoxa, têm-no alçado a uma condição de inegável estrelato.
Quer fale da história de sua família ou de seus encontros com o Espírito Santo, suas histórias raramente se harmonizam com os fatos. Um caso a destacar são as milhares de curas reivindicadas por ele. Recentemente ele me enviou três exemplos – presumivelmente o primor da sua colheita – como prova de seu poder como operador
de milagres. Um dos casos envolveu um homem supostamente curado de câncer no cólon. Uma pessoa ingênua nas lides médicas, ao ler o relatório patológico, bem poderia ver a nota de “sem evidência de malignidade”, e mesmo assim ser enganada. O consultor medito dos Instituto Cristão de Pesquisas, entretanto, observou que o tumor do cólon em questão fora removido cirurgicamente, em vez de ser curado milagrosamente! Os outros dois casos tiveram problemas comparavelmente sérios.
[3] 

Estes três “mestres” do movimento da “Fé na Fé” foram apresentados como grandes precursores, aqui no Brasil, desse novo mover que vem contagiando as igrejas evangélicas. Mas os abusos não param por aí. Kenneth Hagin, eu seus absurdos doutrinários, chega a afirmar que Jesus Cristo, ao morrer na cruz, uniu-se à natureza de Satanás tornando-se o próprio diabo. Ainda segundo Hagin, Jesus, por ter levado os nossos pecados, foi para o inferno e lá foi torturado por Satanás e pelos demônios.

Caro leitor, a questão é muito mais complexa do que se imagina. Tais afirmações são suficientes para colocar em descrédito o ministério de Hagin. O que ele prega extrapola meros equívocos doutrinários ou divergência em questões que, comumente, não há unidade entre as diversas denominações evangélicas (tal como a continuação dos dons espirituais; o predestinalismo etc.); chega a ser demoníaco. Estes são apenas algumas das diversas distorções doutrinárias apresentadas por esse mestre do “movimento da Fé”.

Benny Hinn não fica atrás: chegou a afirmar que a trindade divina alcança três composições tricotômicas. Segundo Hinn, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito são compostos, cada um, de corpo, alma e espírito. Um tanto estranho não? Ora, isso está muito além de uma mera incompreensão bíblica, é uma manifesta doutrina demoníaca. E, pasmem, foi Benny Hinn o precursor desse “mover” chamado o “cair” no Espírito.

Os fundamentos desses grandes “mestres” do “movimento da Fé”, chegam a sair de bases fundamentadas em seitas, e alcançam bases no próprio ocultismo. Por meio da utilização de técnicas como da “visualização avançada”, dentre outras. Tudo isso amados, revela um câncer que tem atingido as nossas igrejas gerando distorção, confusão e morte espiritual a muitos. A prática desses homens chega a ser comparada a estelionato, uma vez que ilude os espectadores por meio de fantasias e inverdades, e os faz, ainda, financiarem tais movimentos sectários (não posso, tampouco, chamar as igrejas desses homens de evangélicas).

Para se ter uma idéia do nexo que tal movimento tem com o ocultismo, Hannegraff chega a citar as palavras de Benny Hinn, em uma de suas aparições no programa Praise the Lord, da TBN, onde ele revela a história de uma bruxa, ao discutir sobre o “poder da palavra”:
Tem uma bruxa que me contou o seguinte: “Você sabe que na feitiçaria nos ensinam como matar pássaros com uma palavra, e como matar pessoas por meio de nossa boca... Fomos ensinadas a atrair enfermidades sobre os homens falando certas palavras que os derrotam” Ela pode realmente causar enfermidades que podem tirar a vida... Disse ainda: “Mediante o uso de palavra, eu costumava matar pássaros, literalmente”. Disse que podia falar a um pássaro e este cair redondamente morto... Pensei: “Caro Deus, não sabia que o diabo tinha tal poder”. E o Senhor me respondeu: “Se o diabo pode matar por meio de palavras, você com suas palavras pode transmitir vida”. E isso me impressionou muito por dentro, irmão... E nós, os crentes, não percebemos o poder que temos em nossas bocas.[4]


Ainda acerca da vontade de Benny Hinn em ratificar suas invencionices e absurdos, em análise ao fenômeno “cair no poder do Espírito”, o Pr. David Bay diz o seguinte:
A verdade se tornou relativa, até mesmo para as pessoas que se consideram cristãs. A verdade agora significa coisas diferentes para pessoas diferentes, mesmo dentro das fileiras daquilo que chamamos de cristianismo bíblico. Não estamos falando de diferenças em coisas não-essenciais — as áreas cinzentas de doutrinas — mas quase toda doutrina fundamental está agora sob cerco à medida que os pastores fazem uma omelete com a Palavra Santa de Deus, distorcendo-a e tirando-a do contexto para construir sua própria variedade de "cristianismo". Uma coisa a lembrar — você não pode santificar as falsas doutrinas pelo uso repetido do nome Jesus, ou pela ocorrência de milagres, sejam eles falsificados ou reais. Os demônios operam milagres regularmente por meio dos xamãs para o propósito expresso de enganar as pessoas. Na verdade, vemos exatamente essa ocorrência de poder xamânico sendo usada para
enganar as pessoas no livro dos Atos dos Apóstolos, na pessoa de Simão, o Mágico. [Atos 8:9-24]
Benny Hinn pode ser o mais recente na longa lista desses feiticeiros públicos, cortado da mesma amostra de tecido que Simão Mago.
[5] (Grifo nosso)

Não é de se espantar que um “mover” baseado nas doutrinas de tais “mestres” do “movimento da Fé”, seja tão estranho. Esse “mover” não acompanha qualquer base bíblica. Ainda que, insistentemente, tais “mestres da Fé” busquem corroborar tais atos em passagens bíblicas, apenas apresentam referências isoladas, ou mesmo, descontextualizadas em relação à Palavra e, contextualizadas, em relação à distorção doutrinária que defendem. Amados, a Palavra não é de particular interpretação. Ou seja, a interpretação bíblica não é subjetiva, é objetiva:

(2Pe 1.20) - Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. (Grifo nosso)

Tentar utilizar textos bíblicos isolados para fundamentar opiniões e justificar abusos doutrinários é ferir a própria Escritura. Vemos, por exemplo, que, por meio do seminário Rhema, Kenneth Hagin tenta trazer fundamento para suas “revelações” informando que Rhema é uma “palavra específica, num tempo específico para uma pessoa, ou grupo de pessoas específicas”. Contudo, não há qualquer fundamento bíblico para tal afirmação. As palavras, Rhema e Logos, têm, ambas, o mesmo significado; não havendo quaisquer diferenciações semânticas entre as mesmas. Toda essa conceituação não passa de uma invencionice criada a fim de forçar um fundamento bíblico para cada uma dessas palavras; assim, tais “Mestres da Fé” constroem a verdade por meio da repetição de uma definição mentirosa.

Gostaria de deixar claro que não é meu intento desconsiderar o dom de profecia. Creio que Deus ainda fala por meio do dom de profecia e da revelação (1Co 14.3). Entretanto, toda profecia deve ser examinada:

(1Ts 5.19-21) - Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem.

Em outras palavras, toda profecia que vem pelo dom do Espírito conforme o Novo Testamento, deve ser julgada. E esse julgamento precisa obedecer à Palavra (Jo 7.24). Aliás, todo espírito deve ser julgado para saber se procede ou não de Deus, se não, vejamos:

(1Jo 4.1) - AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (Grifo nosso)

É imprescindível frisar que a própria Palavra nos exorta severamente acerca da conivência com doutrinas falsas e distorções bíblicas:

(2Jo vv. 10,11) - Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras. (Grifo nosso)

Mas voltando ao tema “cair no Espírito”, tal “mover”, segundo os grandes “mestres da Fé”, tem por fundamento o texto a seguir:

(2Cr 5.12-14) - E os levitas, que eram cantores, todos eles, de Asafe, de Hemã, de Jedutum, de seus filhos e de seus irmãos, vestidos de linho fino, com címbalos, com saltérios e com harpas, estavam em pé para o oriente do altar; e com eles até cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas). E aconteceu que, quando eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam, para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao SENHOR; e levantando eles a voz com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre, então a casa se encheu de uma nuvem, a saber, a casa do SENHOR; e os sacerdotes não podiam permanecer em pé, para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do SENHOR encheu a casa de Deus. (Grifo nosso)

Desse modo, todos os que defendem o “cair no poder do Espírito”, dizem que tal fenômeno ocorre quando a glória de Deus enche o lugar, ou a vida de uma pessoa. Entretanto, gostaria de trazer algumas colocações relativas a esse texto. Primeiramente, a manifestação da glória de Deus, na construção do templo de Salomão, apresentou uma inequívoca evidência física: a fumaça ou nuvem. Note que, diferentemente do que normalmente ocorre nessas atuais “concentrações de Fé”, naquele dia a glória do Senhor se manifestou visivelmente, enchendo todo o templo. A tradução ACF (Almeida Corrigida e Fiel), nos informa que os sacerdotes “não podiam permanecer em pé”; já a tradução ARA (Almeida Revista e Atualizada), nos diz que “os sacerdotes não podiam estar ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus”; não poderia deixar de citar uma tradução mais atual, a NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje), que diz o seguinte: “Quando os sacerdotes estavam saindo, uma nuvem encheu o Templo de Deus, o Senhor, com a glória do Senhor. Por isso, eles não puderam voltar para dentro a fim de realizar os seus atos de culto”; a NVI (Nova Versão Internacional), também, acerca do mesmo texto, diz “de forma que os sacerdotes não podiam desempenhar o seu serviço, pois a glória do Senhor Encheu o templo de Deus”. A mesma passagem é traduzida, em tais versões, com as mesmas expressões, em 1Rs 8.11. Note que as únicas versões que trazem a expressão “não podiam permanecer em pé” é a ACF e ARC. Isso revela que o sentido real de “não poder permanecer em pé”, não significa, exatamente, cair; demonstra, sim, que os sacerdotes não puderam dar continuidade a seus trabalhos, comumente realizados, por causa da nuvem da glória de Deus. Conclusivamente, observa-se que tal texto não é suficiente para corroborar o “cair no Espírito”.

Não podemos, também, dizer que uma pessoa, ao encher-se do Espírito Santo, não pode chegar ao estado de prostrar-se. Há muitos crentes fiéis que, após um período de consagração específica, aliada ao jejum e à oração, se viram prostrados diante de Deus. Mas o prostrar-se é totalmente diferente do cair. Na verdade, o “cair” que comumente temos presenciado atualmente, tem muito pouco a ver com a manifestação do Espírito. É, e posso afirmar categoricamente baseado no que temos visto, apenas um “mover” que está na moda. É um modismo que tem sido abraçado, cada vez mais, por diversas denominações evangélicas que aceitaram as doutrinas e “extravagâncias” trazidas e inventadas pelos “mestres da Fé”.

Outros, ainda querendo, de alguma forma, fundamentar o “cair no Espírito”, aliado a todas as manifestações frenéticas encontradas no Encontro, poderão se valer do fato descrito em Atos 2, que nos fala acerca do revestimento de poder que os discípulos, juntamente com os demais irmãos que estiveram em Jerusalém, experimentaram. Segundo alguns defensores desse “mover”, uma pessoa cheia do Espírito fica semelhante a um bêbado e a prova disso está no próprio texto que diz que Pedro, e os outros onze, ergueram-se do chão; o que poderia sugerir que os mesmos estavam caídos. Entretanto, vamos analisar a passagem em questão para podermos alcançar uma conclusão? Vejamos:

(At 2.4-15) - E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto. Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.(Grifo nosso)

Se pudermos observar, segundo esse texto, a reação da maioria das pessoas, que vinham de diversos lugares, era maravilhar-se com tudo o que estava ocorrendo. O “som” que veio do céu foi ouvido por muitos. Contudo, havia no meio do povo alguns zombadores; e estes é que desferem acusação, insinuando que aqueles crentes estavam embriagados. Em resposta a essa insinuação é que o apóstolo Pedro faz a sua defesa. Perceba que, tampouco, a expressão “pondo-se em pé com os onze”, dá espaço para dizermos que ambos estavam caídos. Poderiam estar prostrados, ou de joelhos. Observe que a presteza com que Pedro, juntamente com os onze, se levantam, revela que os mesmos mantinham-se em completa consciência e disposição para responderem àquelas acusações; muito diferente do que vemos nessas “concentrações” onde algumas pessoas mal conseguem se sustentar; pelo contrário, parecem, efetivamente, estar acordando de um estado de transe. Não há como comparar esse novo “mover” com o que aconteceu naquele fatídico dia de pentecoste.

Uma leitura sem preconceitos nos levará a mesma conclusão. Tudo que nós temos visto são os defensores desse “novo evangelho” desesperados para conseguirem fundamento bíblico para essas novas invencionices; entretanto, o verdadeiro evangelho tem sobrevivido, pelo poder de Deus, a tudo isso. Todo esse novo “mover” nada tem a ver com AVIVAMENTO, com diz o pastor e mestre Antônio Gilberto, isso é AVILTAMENTO.

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[1] HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em crise: Um câncer está devorando a Igreja de Cristo. Ele tem de ser extirpado! CPAD : 2004. 4 ed. Tradução: João Marques Bentes. P. 32 e 33.

[2] Palavras de Copeland ditas no programa “Praise-a-Thon”, pela TBN em abril 1988: “Fiquei chocado ao descobrir, na Bíblia, quem realmente é o maior fracasso de todos os tempos... O maior deles é Deus... quero dizer que ele perdeu seu anjo de maior valia, o mais ungido [Lúcifer]; o primeiro homem que criou [Adão]; a primeira mulher [Eva]; a Terra e toda a sua plenitude, e uma terça parte dos anjos, pelo menos – e isso é uma grande perda, meu caro... Ora, a razão pela qual você não consegue ver Deus como um fracassado é que ele nunca confessa isso. E você não é um fracasso enquanto não confessa”.

[3] HANEGRAAFF, Hank. Op. Cit. p. 35-37.

[4] Ibid. p. 89/90.

[5] BAY, David. A Ilusão Carismática: As Estranhas Doutrinas de Benny Hinn – Um poderoso xamã disfarçado de pastor – Parte 1. Fonte: http://www.espada.eti.br/

[6] GILBERTO, Antônio. Teologia Sistemática Pentecostal. Pneumatologia: A Doutrina do Espírito Santo. 2 ed. CPAD : 2008. p. 218.

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Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 11


8. Domingo 2ª Ministração – A Nova Vida em Cristo

Esta ministração, em suma, não apresenta nenhuma distorção bíblica. Pelo contrário! A peça é elaborada de uma forma extremamente criativa que revela ao expectador, de um modo dinâmico, o cenário espiritual em que o inimigo de nossas almas atua, a fim de nos escravizar.

Percebo total vínculo com a Palavra. Entretanto, devemos tomar cuidado com os excessos! Já tivemos alguns casos em que pessoas se machucaram na encenação. Também devemos ter cuidado com nossas palavras, quando começamos a afrontar o inimigo. A Bíblia nos esclarece que o próprio arcanjo Miguel lutou com Satanás pelo corpo de Moisés, mas, em momento algum, proferiu contra ele palavra de juízo. Apenas o repreendeu em nome do Senhor Jesus.

Nos enganamos ao subestimarmos o inimigo de nossas almas. A exemplo disso Paulo nos informa que, ao tentar por duas vezes ir à Tessalônica, foi impedido por Satanás (1Ts 2.18). Logo, é necessário vigilância em relação às afrontas que comumente são direcionadas ao diabo.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal – Pr. Iranildo Medeiros

Hoje recebi mensagens e escutei  pessoas dizendo umas as outras,” Feliz Natal”. Mas na verdade o que isso quer dizer? Será que é um bom jantar, uma boa confraternização familiar ou social? Ou seria ter a realização de tudo que foi planejado funcionando perfeitamente e junto com tudo a alegria de receber presentes e de poder presentear? Ou talvez praticar boas ações e declara juras de amor aos inimigos? Acho que tô viajando.....

Bem agora falando sério. Dennis Allan disse: Jesus nasceu, e por um motivo muito bom. Ele veio para salvar-nos do pecado (1 Timóteo 2:6).  Ele é o Rei, não só dos judeus, mas de todos os homens (Mateus 28:18-20). Sua grande vitória veio, não com seu nascimento, mas com sua morte e ressurreição. Esta é a vitória que o faz nosso Redentor, digno de honra e adoração (Apocalipse 5:8-14).

Hoje, precisamos imitar os magos, que procuraram tão esforçadamente encontrar Jesus. Não podemos nos contentar com as crenças tradicionais, as doutrinas humanas, ou os dogmas das igrejas. Temos que examinar as Escrituras (Atos 17:11). Temos que aceitar o que é certo e rejeitar o que é errado (1 Tessalonicenses 5:21-22). Temos que estar certos de que Jesus veio a esta Terra uma vez, e que ele voltará para chamar-nos ao julgamento (Atos 17:30-31;  2 Coríntios 5:9-10).

Na época do Natal, quando muitas pessoas mostram uma religião superficial e falam sobre um Jesus desconhecido para elas, nós devemos lembrar que é possível ser só cristãos, seguidores de Jesus. Não devemos ensinar ou defender doutrinas de homens. Temos que simplesmente seguir a Jesus e encorajar outros a fazerem a mesma coisa. Que possamos adorar a Cristo de acordo com a vontade dele!

Pense nisso.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dois tipos de apostasia - Pr Iranildo Medeiros

                                                         


A definição de apostasia é abandono da fé (palavra, evangelho, Hb 6: 4 – 6). Logo, surgiu e cada vez mais surgirá no meio do povo de Deus começando pelos lideres. Jesus em Mateus 7: 15; 24: 4, 5, 11,24 já nos chama a atenção e por isso  devemos levar a sério, pois apostasia leva ao inferno.
Existem dois tipos de apostasia.: apostasia moral e apostasia teológica. E ambas levam ao inferno. Mas na minha opinião uma é pior. No decorrer dessa postagem vou explicar. Vamos ao primeiro tipo de apostasia.

APOSTASIA MORAL      

Essa é fácil de identificar penso eu. Lembrando que a apostasia só virá sobre aquele que um dia se auto decidiu por Jesus ou seja, não teve o toque do Espírito Santo. Em Hebreus 6: 4 – 6 é nos dada uma definição exata sobre apostasia moral. Vejamos: é  aquela pessoa que  depois de ter experimentado uma intimidade,uma comunhão com Deus desiste e volta às praticas antigas. E o que mais me impressiona é que nós damos a essa pessoa o nome de DESVIADO quando na verdade ele é um apóstata. É ou não é!!!!? Esse tipo de apóstata não é mais dirigido pelo Espírito Santo, mas pelo espírito mundano. Pedro assim afirma em sua carta: Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.  Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama. 2 Pe 2: 20 – 22. Será que há alguma dúvida quanto a isso?

APOSTASIA TEOLÓGICA

Essa  é a pior. Pois o individuo pensa que vive na verdade, ouvindo, praticando, recebendo ensinamentos de lideres e freqüentando igreja, mas na verdade esta envolvido em uma grande mentira. Então se você ouve, pratica, vive e cresce em um evangelho de mentira, automaticamente você abandonou o verdadeiro. Essa apostasia no meu ver é que levará muitas pessoas ao inferno. Como em Mateus 7; 24 Jesus deixa claro que a apostasia vira de lideres religiosos e por isso manda – nos fica em alerta Ele diz: acautelai – vos. Em outras palavras, sejam Bereianos (At 17: 10,11).
A bíblia esta repleta de alertas sobre esse tipo de apostasia. Confira você mesmo em: 2 Co 11: 3, 4, 13, 14,15; Cl 2: 4 – 8; 2 Tss 2: 3 – 10; 1 Tm 4: 1 – 7; 2 Tm 4: 1 – 5; Tt 1: 9 – 16; 2 Pe 2: 1 – 3; Jd 3 – 16.

Então meu amado leitor cristão, se você não ler, meditar, orar, vigiar buscando cada dia mais e mais crescer no evangelho verdadeiro, certamente você não conseguira identificar os APÓSTATAS, e muito menos os seu sinais e prodígios e poder de mentiras. (2 Tss 2: 4, 5,9). O profeta Oséias já dizia que  meu povo perece por falta de conhecimento.

Vou terminar essa postagem sugerindo um ensinamento de um pregador televisivo que disse: tudo que você ouvir de alguém (pastor, bispo, apóstolo, reverendo, paipóstolo, patriarca, semideus ou qualquer outra coisa do tipo), DUVIDE, CRITIQUE E DETERMINE QUAL POSIÇÃO TOMAR.

Graça e paz.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Que post de evangelho é esse?


 Por Samuel Torralbo

Que evangelho é esse, que substitui a alegria do Espirito pelo entretenimento?

Que evangelho é esse, que torna lideres eclesiásticos em patrões de almas?

Que evangelho é esse, que confere poder e menos amor nos corações?

Que evangelho é esse, que que expurga as dificuldades e exalta o conforto?

Que evangelho é esse, que promove a música e sacrifica a Palavra?

Que evangelho é esse, que enriquece homens amantes de si mesmos?

Que evangelho é esse, que menospreza a humildade e cultua a avareza?

Que evangelho é esse, que chama sofrimento de maldição e materialismo de prosperidade?

Que evangelho é esse, que que banaliza o pão nosso de cada dia e promove a egolatria?

Está ficando sério. Que evangelho é esse...? Não seria este, aquele evangelho que Paulo (o apóstolo) chamou de "outro evangelho"? (Gl 1.8)


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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 10c

                         
A Fogueira Santa: Pisando o Filho de Deus e Profanando o Sangue

(Hebreus 10:29) - De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

O texto acima nos faz refletir profundamente acerca do castigo que será sobreposto àqueles que, conhecendo a Verdade, desconsiderarem o sacrifício de Cristo por nossos pecados, aplicando técnicas anti-bíblicas e extra-bíblicas com a finalidade de inovar no campo da espiritualidade. No verso 31 deste capítulo, vemos ainda a seguinte exortação: 
“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Antes de dar continuidade ao presente estudo, devo te conscientizar que não estamos brincando de ser crentes, e que nossas atitudes, por mais aparentemente espirituais que sejam, não nos trazem justificação diante de Deus. Vemos, em Mt 7.15-23, Jesus nos informando acerca de como será o julgamento dos falsos mestres. Para os tais, não há justificativas. Não adianta dizer:

- Mas, Senhor, em teu nome expulsamos demônios; o Senhor não viu no Encontro o processo de libertação? Em Teu nome curamos a alma de diversas pessoas, o Senhor não viu no Encontro a nossa cura interior e a ministração da cruz? Mas, Senhor, eu até confessei pecado por pecado a fim de ser salvo! Senhor, nós fizemos grandes obras. O Senhor não viu o número de pessoas que choravam, e a emoção de cada uma delas?

Entretanto, a resposta do Bom Mestre será a seguinte:

(Mateus 7:23) - E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Dito isso, passemos a análise seguinte a fim de percebermos em quais pontos estamos pisando o Filho de Deus e profanando o Seu sangue. Façamos leitura do texto abaixo, extraído da apostila:
O ministrador deverá pedir que os encontristas escrevam tudo o que o Espírito Santo os lembrar sobre acontecimentos ruins, pecados, traumas, etc. em uma folha de papel, que será queimada na fogueira, exemplificando o mesmo acontecimento no livro de Atos dos Apóstolos (At. 19:19). Após escrever, todos devem caminhar rumo à fogueira.

Chegamos um dos pontos cruciais do Encontro. Após a utilização de técnicas ocultistas para levar as pessoas a um estágio emocional bastante peculiar, bem como a um comportamento frenético, o ministro traz uma lista de pecados para ser preenchida, ou pede para que os participantes do Encontro escrevam seus pecados em uma folha de papel. Em seguida, todos são dirigidos a um local, previamente preparado, onde está erguida uma cruz junto com uma fogueira. Nesse momento, a fogueira é acesa e todos são convidados a lançarem aquele papel, juntamente com quaisquer objetos, dentro do fogo. Essa prática, segundo os criadores do Encontro, está fundamentada na Bíblia, no famigerado texto descrito em Atos 19.19. Para compreendermos melhor este texto é necessário fazermos a leitura do mesmo:

(Atos 19:19) - Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.

Para compreendermos este texto, antes de tudo, é necessário entendermos um pouco mais da Bíblia. Toda a Bíblia é inspirada por Deus, isso é um fato incontestável! Entretanto, dentro da inspiração divina, nós, didaticamente, podemos sistematizar a fim de descobrirmos as diferentes formas textuais empregadas na Palavra. Poderemos, assim, dividir os tipos de inspiração, basicamente, em cinco: 1) Inspiração principiológica; 2) Inspiração mandamental; 3) Inspiração profética; 4) Inspiração promissiva ou promissória; e 5) Inspiração descritiva. Qual a necessidade de compreendermos cada uma dessas formas de inspiração? Na verdade, caro ledor, a imprescindibilidade de se entender cada uma dessas formas de inspiração queda-se na necessidade de sabermos diferenciar o momento em que o Senhor nos revela, em Sua Palavra, um princípio, preceito, profecia, promessa ou quando apenas nos descreve um fato que ocorreu.

Mas, voltando à compreensão de cada uma das formas de inspiração, a primeira delas é a Principiológica. Sabemos que a Bíblia é um livro constituído de diversos princípios. Esses princípios assumem a tarefa de preencher algumas lacunas não tratadas por mandamentos. Exatamente isso! Por exemplo, percebemos que a Bíblia, explicitamente, não condena o ato de uma pessoa fumar. Entretanto, seguindo um princípio bíblico de que o nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Co 3.16,17), não podemos destruí-lo por meio dos vícios e de práticas não saudáveis. Isso é um princípio bíblico. Perceba que não há um mandamento explícito dizendo: não fumarás; ou não te drogarás. Desse modo, algumas atitudes nossas serão albergadas por princípios bíblicos. Ainda em relação aos princípios bíblicos, em Gálatas 5.19-21, Paulo nos traz uma lista enorme das obras da carne, mas não encerra a lista ali; pelo contrário, o apóstolo finaliza dizendo “e coisas semelhantes a essas”; ou seja, tudo que se assemelha àquilo que ele diz são obras da carne, princípios que não devem ser quebrados.

Em seguida nós temos a Inspiração Mandamental, em sentido restrito. Dentre os mandamentos nós podemos citar o decálogo (Êx 20.3-17). Também temos a reafirmação do mandamento supremo pelo Senhor Jesus (Mt 22.37-39; Mc 12.29-31; Lc 10.27). Na verdade a Inspiração Mandamental, latu senso, trata dos preceitos divinos, mandamentos e princípios divinos. Apenas separei para fins didáticos.

Dando continuidade, temos também a Inspiração Profética. É sabido que a Bíblia é composta de aproximadamente 1/3 de profecias. A profecia, apesar de não estar acima dos mandamentos e dos princípios, é de suma importância, pois corrobora e sustenta a autenticidade e infalibilidade da Palavra. Perceba que as profecias bíblicas têm se cumprido com 100% de precisão. Logo, a profecia torna toda a humanidade inescusável, diante do descaso para com a mesma.

Logo mais, nós temos a Inspiração Promissiva ou Promissória. Grande parte do texto sagrado é constituída de promessas. As promessas, em diversos momentos, estão fundidas às profecias. Entretanto, as promessas são bênçãos sobrenaturais que o Senhor, a nós, tem preparado. As promessas não podem ser o motivo precípuo de seguirmos ao Senhor, senão adentraremos em um fundamento hedonista, que tão somente serve a Deus pelos benefícios futuros que serão alcançados. Devemos servir ao Senhor por amor e com amor. As promessas nos servem de consolo, e corroboram a fidelidade e as misericórdias de Deus para conosco.

E, por último, chegamos à Inspiração Descritiva. A Palavra de Deus confirma a sua autenticidade quando descreve fatos com detalhes. Isso mesmo! Percebemos que a Bíblia não busca esconder os erros ou equívocos de seus santos. Também não tenta esconder os eventos realizados pelos personagens citados. Quando a Bíblia simplesmente nos conta um fato que aconteceu, nós estamos diante de uma descrição. Por exemplo, o pecado de Saul (1Sm 13) é descrito na Bíblia não com um mandamento, princípio, promessa ou profecia; é apenas descrito. Entretanto, a Inspiração Descritiva, por diversas vezes, tem sido confundida com Inspiração Principiológica ou Mandamental, e é nesse momento que devemos ter cautela. Certa vez, por exemplo, vi alguém dizer que a Bíblia diz que “se a obra é de Deus vai perdurar; se não é de Deus rapidamente vai se extinguir”. Tal afirmação está fundamentada no conselho de Gamaliel (At 5.34-39). Contudo, seria realmente um princípio bíblico essa frase destacada? Com um pouco de raciocínio lógico podemos perceber a falsidade dessa premissa. Por exemplo, sabemos que religiões como o hinduísmo, o budismo, o catolicismo romano ou mesmo o islamismo, já perduram por vários séculos. Se aquela premissa fosse verdadeira, o que confirmaria a autenticidade divina de uma religião seria o tempo. Entretanto, sabemos que nenhuma dessas religiões é verdadeira; e que trazem diversos preceitos pagãos e anti-bíblicos. Você consegue perceber que a Inspiração Descritiva pode ser confundida com os outros tipos de inspiração? Entendido isso, passemos à análise do texto que, segundo os criadores do Encontro, fundamenta a utilização da fogueira:

(Atos 19:19) - Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.

O contexto a que se refere esse versículo bíblico nos remete à pregação de Paulo, pelo Espírito, em Éfeso. Diversas maravilhas aconteceram naqueles dias. A Palavra nos informa acerca das conversões que se davam após o convencimento e pelo poder do Espírito Santo sobre a vida do apóstolo. Em seguida, alguns que haviam se convertido, juntam seus apetrechos que tinham relação com a magia, bem como livros e, sem qualquer tipo de ordem apostólica ou episcopal, queimavam na presença de todos. Entretanto, eu queria que você notasse o seguinte: primeiramente, não há um mandamento ou ordem para que eles queimem aqueles objetos; segundo, não há uma confissão no ato de queimar os objetos (tal como proposto pelo Encontro), pelo contrário, a confissão é anterior àquele ato, e não simultâneo (At 19.18); em terceiro lugar, não há a apresentação de um “ato profético” ao queimar aqueles pertences, veja que eles simplesmente queimavam sem qualquer cerimônia ritualística.

Diante disso, percebemos que o ato de queimar os pertences não é um preceito bíblico, tampouco profético. Nesse caso, a Bíblia apenas descreve algo que os novos convertidos de Éfeso decidiram fazer espontaneamente. Percebe-se, ainda, que tal feito não é repetido em nenhum outro lugar da Bíblia, o que corrobora a afirmação de que não se trata de um preceito, ou mesmo “ato profético”. Contudo, devemos nos aprofundar na análise para percebemos o grau do erro que temos cometido ao repetirmos, liturgicamente, este ato.

Vejamos o que é realizado logo em seguida, no Encontro:
O ministrador deverá também informar que peças de roupa que tenham símbolos da Nova Era, cartas de pessoas com quem tiveram relacionamento ilícito, presentes de origem ilícita, CDs mundanos, crucifixos, revistas pornográficas, cigarros, preservativos (jovens solteiros) e todos os objetos que se relacionam com algum pecado, devem ser queimados. As pessoas podem ir ao dormitório pegar os objetos para que sejam destruídos. Todo argumento de Satanás deverá ser anulado. 
Diga-lhes que Deus já os perdoou, e que devem pegar o papel, bem como os objetos, e queimá-los na fogueira, testificando que renunciam a tudo isso e ao que significam. (Grifo nosso)


Fiz questão se sublinhar as seguintes frases “Todo argumento de Satanás deverá ser anulado” e “...testificando que renunciam a tudo isso e ao que significam”. Desse modo, para compreendermos onde reside o equívoco de tal ato profético, inicio com as seguintes perguntas: o que testifica a nossa salvação? Seriam palavras de efeito? Vejamos alguns textos bíblicos que nos traz a resposta a tudo isso:

(Rm 8.16) - O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
(1Jo 5.6-8) - Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam [no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra:] o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. (Grifos nossos)

O ato de queimarmos objetos em uma fogueira não testifica absolutamente nada. Biblicamente, não há sequer o dever de se queimar tudo publicamente a fim de testificar algo. Ao comungarmos com tal ato profético, trazemos confusão à mente de muitos. E, ao mesmo tempo, indiretamente, substituímos o testemunho do Espírito, que é interior, por um rito não ordenado pela Escritura. Quem testifica a completa obra da salvação nas nossas vidas é o Espírito, e a água e o sangue. É evidente que o Espírito recebe, por diversas vezes, a figura do fogo, visto que Ele é juízo. Mas este fogo é uma representação figurativa, no âmbito material, e real no âmbito espiritual. Logo, tal rito, indiretamente, tenta substituir, de forma confusa, a obra imaterial do Senhor Jesus Cristo em nossas vidas, construindo um ritual estranho e não ordenado.

Para se ter uma idéia do grau de confusão que esse tipo de ritual cria, no primeiro Encontro realizado por nossa igreja, um jovem, no momento desse estranho “ato profético” da fogueira, se viu aparentemente possesso por um espírito maligno. Segundo alguns dos obreiros que organizavam esse Encontro, esse jovem só seria liberto se jogasse um colar, que era um ponto de legalidade demoníaca em sua vida, no fogo. O incrível é que, mesmo depois de todo esse RITUAL DO FOGO, esse jovem continuou fora da igreja, demonstrando eficácia zero às invencionices humanas. Tudo isso, aparenta-se mais a um tipo maquiado de idolatria onde queimamos tais objetos sob o credo de que seremos libertos e que não haverá mais argumentos do diabo sobre nossas vidas. Qualquer semelhança com os rituais apresentados a Moloque, desde os tempos antigos, não seria mera coincidência, não é mesmo? Se dependermos de um ritual desse nível para cancelarmos os argumentos do diabo sobre nossas vidas, ou mesmo para testificar a nossa libertação, então criamos um novo tipo de deus, que atua de conformidade com ritos executados segundo a nossa criatividade.

A pergunta que surge em meu interior é a seguinte: onde fica o sangue de Cristo nessa história? Qual a validade de Seu sacrifício por nós? Aliás, Seu sacrifício precisa ser ratificado por meio de uma prática ritualística que tem semelhança com diversos cultos pagãos? Com esse tipo de evangelho, onde iremos parar? Na verdade, como somos coniventes com isso tudo, pisamos no Filho de Deus e profanamos o Sangue de Cristo. É o Sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7). O Espírito é quem testifica em nós que não há mais condenação sobre nossas vidas (Rm 8.1).

A semelhança dos hebreus que buscam, ainda hoje, suprir o sangue de Cristo por meio de sacrifícios e oblações, quando nos vinculamos a tais rituais somos muito mais culpados de tal pecado. Vejamos o que trata o texto escrito aos Hebreus:

(Hb 10.1-29) - PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados, porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado. Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Ao reinventarmos rituais e “atos proféticos”, passamos a reconstruir o que Jesus derrubou. Como diz em uma canção do João Alexandre “re-costuramos o véu que a Cruz já rasgou”. Tais rituais e sacrifícios buscam diminuir a eficácia da oblação oferecida por nossos pecados, no Filho de Deus. E a adoção de rituais, e símbolos judaizantes sob a alegação de serem “atos proféticos”, profana o precioso Sangue de Cristo. O próprio texto acima nos diz: “Ora, onde há remissão destes [dos filhos de Deus], não há mais oblação pelo pecado” (v. 18). Quando se fala de oblação, está tratando de quaisquer ritos que buscam, ainda que inconscientemente, substituir o que é conquistado, pela fé, por algo palpável, como é o caso desses diversos “atos proféticos”. Ora a fé é, por natureza, invisível e intocável, logo, o ato profético descaracteriza o próprio conceito bíblico de fé. Consequentemente, “ato profético” não é fé. E fé não vem acompanhada de algo que eu possa tocar ou mesmo ver. O conceito bíblico de fé não nos dá espaço para tais invencionices. E, como dito antes, tais invenções buscam, se não eliminar, pelo menos, diminuir a eficácia do Sangue de Cristo.

O ritual de remissão pelos nossos pecados foi único (v. 12), não havendo necessidade de novos rituais. Aliás, a utilização de novos rituais, com exceção das ordenanças deixadas pelo Mestre (Mt 28.19,20; 1Co 11.23), apenas profanam o Sangue de Cristo, e pisam no Cordeiro. É perceptível a gravidade do que estamos fazendo? É momento de arrependimento. É momento de voltarmos à simplicidade de Cristo (2Co 11.3). Tais rituais não alcançam quaisquer finalidades espirituais, pelo contrário, apenas geram idolatria e confusão.

Mas, e se alguém quiser queimar algum objeto pelo qual não se sente bem? É necessário compreender que o objeto em si mesmo, não é a chave da libertação da pessoa. Entretanto, caso ele queira desfazer de algo queimando, não há pecado nesse ato em si. O problema é tornar esse ato pessoal e facultativo, em um dever ritualístico, como trata o Encontro:
...todos os objetos que se relacionam com algum pecado, devem ser queimados. 
O verbo “devem” aplicado na apostila demonstra o sentido conotativo e denotativo apresentado por esse rito. Isso revela o grande equívoco na utilização de tal ritual.

Por último, corroborando tudo o que foi dito, vejamos ainda o que nos traz a apostila do Encontro:
Próximo à fogueira, divida-os em grupos de 12. Eles deverão jogar ao fogo os papéis e objetos e juntos gritarem: "ESTÃO ANULADOS TODOS OS ARGUMENTOS SOBRE MINHA VIDA!"
É necessário comentar algo mais? Repensemos tais práticas e ritos inventados, se há a necessidade de utilização dos mesmos pelo povo de Deus! A conclusão, caro leitor, deixo novamente para você!
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